Vigilante apontado como serial killer enfrenta o 7º júri popular

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O vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 28 anos, apontado como o serial killer, enfrenta o 7º júri popular na manhã desta quarta-feira (11), em Goiânia. Desta vez, ele responde pelo homicídio do fotógrafo Mauro Ferreira Nunes, de 51 anos, morto em fevereiro de 2014.

Tiago Henrique, acusado por mais de 30 mortes, já foi condenado por seis assassinatos. Preso desde outubro de 2014, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, ele também já cumpre pena por roubo e porte ilegal de arma.

Em relação à morte de Mauro, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) pede que o vigilante seja condenado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

O crime ocorreu no dia 28 de fevereiro de 2014 dentro de um comércio na Avenida Neder Meyer, na Vila Canaã, em Goiânia. Segundo a denúncia, o fotógrafo estava no estabelecimento, quando Tiago Henrique parou sua motocicleta do lado de fora e entrou. Em seguida, anunciou o assalto. Mauro não esboçou reação, mas mesmo assim o vigilante disparou um tiro, ferindo a vítima no peito.

Após a prisão de Tiago Henrique, um exame de balística comprovou que a bala que matou o fotógrafo partiu da mesma arma apreendida com o vigilante.

O julgamento desta quarta-feira será no 1º Tribunal do Júri de Goiânia, a partir das 8h30, e a sessão será presidida pelo juiz Eduardo Pio Mascarenhas.

O advogado de defesa de Tiago Henrique, Hérick Pereira de Souza, disse ao G1 que o vigilante deve comparecer ao júri. “Ele ficou surpreso com o resultado do último julgamento, quando alguns três dos sete jurados votaram pela semi-imputabilidade, quando o réu não tem a plena consciência, mas não é isento de pena, e um pela inimputabilidade, quando ele não pode ser responsabilizado. Assim, ele está percebendo que a defesa dele está sendo devidamente analisada”, afirmou.

Souza admitiu que a defesa não tem como alegar inocência sobre a morte do fotógrafo, mas destacou que a tese será debatida em busca de desqualificar o laudo da Junta Médica do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), que considerou que Tiago Henrique é um psicopata, portanto, plenamente capaz de responder pelos seus atos.

“Os fatos realmente apontam que ele é o autor do homicídio. Porém, vamos continuar insistindo que o laudo que diz que ele é psicopata é impreciso, pois o Tiago nem ao menos passou por exames adequadamente. O que temos é a dúvida se ele é ou não doente mental, sendo assim, na dúvida, não podemos condená-lo”, ressaltou.

Condenações
No dia 16 de fevereiro, ele enfrentou o 1º júri popular pela morte de Ana Karla Lemes da Silva, de 15 anos. A adolescente foi morta no dia 15 de dezembro de 2013 com um tiro no peito, em uma rua do Setor Jardim Planalto, na capital. Ele foi condenado a 20 anos de prisão.

A segunda condenação de Tiago Henrique ocorreu no dia 2 de março pela morte da auxiliar administrativa Juliana Neubia Dias, de 22 anos, assassinada em julho de 2014. A jovem foi morta quando estava dentro do carro com o namorado e uma amiga. Os jurados também o condenaram a 20 anos de prisão.

A terceira condenação foi pela morte da estudante Ana Rita de Lima, de 17 anos, ocorrida em dezembro de 2013. O júri popular, realizado no último dia 17, o sentenciou a 20 anos de reclusão.

Em 29 de março, Tiago foi condenado pela morte da estudante Arlete dos Anjos Carvalho, de 16 anos, ocorrida em janeiro de 2014, em Goiânia. A sentença foi, mais uma vez, de 20 anos de prisão.

Já no último dia 4 de abril, o vigilante foi condenado a 22 anos de prisão pela morte da estudante Carla Barbosa Araújo, de 15 anos. A adolescente foi morta no banco de uma praça do Setor Sudoeste da capital durante uma tentativa de assalto na frente da irmã mais velha.

A sexta condenação aconteceu no último dia 20 de abril, quando os jurados o consideraram culpado pela morte da estudante Bárbara Luíza Ribeiro Costa, de 14 anos, ocorrida em 18 de janeiro de 2014, em Goiânia. Por este crime, o vigilante pegou 25 anos de prisão.

A defesa recorreu de todas as condenações e aguarda a análise dos casos pela Justiça.

Além dos homicídios, a Justiça condenou o suposto serial killer a 12 anos e 4 meses de prisão em regime fechado por ter assaltado duas vezes a mesma agência lotérica do Setor Central, na capital goiana.

O vigilante ainda possui uma condenação a 3 anos de prisão em regime aberto e ao pagamento de multa pelo crime de porte ilegal de arma de fogo. Neste caso, a pena foi revertida por prestação de serviços à comunidade e pagamento de R$ 788.

Fonte: G1


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