Professores da rede pública estadual recebem tratamento completo e gratuito para voz

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Próximos municípios a receberem as oficinas do Programa Voz que Ensina são Maragogi, na próxima quinta-feira (05) e Palmeira dos Índios, no dia 12.

Considerada um dos principais instrumentos do professor na sala de aula, a voz tem recebido uma atenção especial da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), que promove uma série de ações educativas e preventivas para a manutenção da saúde vocal.

Em 2013, o Seduc lançou o Programa Voz que Ensina, iniciativa que consiste em oficinas educativas onde se ensinam técnicas para preservar as cordas vocais. Desde então, mais de 7.500 professores da rede estadual foram contemplados pela ação, que chegou a ser indicada para o Concurso de Ações Inovadoras da Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) em 2015.

Além do trabalho com os educadores voltados à instalação de uma cultura de cuidados preventivos com a saúde vocal, com a identificação de elos para orientações in loco, desenvolvimento de oficinas em todas as escolas das 13 Gerências Regionais de Educação (Geres) e da recente criação da rede para identificação e tratamento em diversos municípios alagoanos, o programa também oferece atendimento especializado gratuito aos docentes da rede estadual pela Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal).

De acordo com a fonoaudióloga da Subchefia de Qualidade de Vida e Atenção à Saúde do Servidor da Seduc, Rayne Moreira, os professores têm prioridade nas consultas e tratamentos com fonoaudiólogos e otorrinolaringologistas na Uncisal. Esta foi uma das conquistas da Lei de nº 7241, de 14 de março de 2011, que instituiu o Programa de Atenção e Vigilância à Saúde Vocal do Professor da Rede Estadual de Ensino, numa parceria entre Seduc, Secretaria de Gestão Pública (Seplag), por meio da Perícia Médica do Estado, e Secretaria de Saúde (Sesau).

“Temos vagas sobrando para atendimento aos nossos professores com disfonia. A marcação pode ser feita diretamente pelo telefone 98714-9522, das 7h às 12h e das 13h às18h”, informou Rayne Moreira.

Oficina – Na última quinta-feira (28), foi a vez dos docentes da rede estadual em Teotônio Vilela serem contemplados com a oficina Voz que Ensina. A ação aconteceu na Escola Estadual Pedro Joaquim de Jesus e atendeu também profissionais na Escola Estadual José Aprígio Vilela, do mesmo município. O trabalho foi aprovado por professores e direção, que destacaram o interesse em adotar a prática diária coletiva das técnicas aprendidas.

“Os exercícios ensinados são muito importantes e, a partir do que foi aprendido, vamos criar uma rotina aqui na escola antes do início das aulas. Este trabalho de prevenção é essencial”, avalia Fátima Pimentel, diretora-geral da Escola Pedro Joaquim de Jesus.

Professora de Geografia, Leda Regina, trabalhou durante 22 anos em sala de aula e sofreu com a disfonia em 2013. Hoje, como diretora adjunta da Escola Aprígio Vilela, ela relata os problemas vivenciados e incentiva os colegas a adotarem medidas preventivas.

“O barulho do aluno e a tendência do professor em querer ser ouvido nos fazem aumentar o tom da voz. No meu caso, eu começava a semana sem problemas, mas, a partir da quarta-feira, a voz já começava a falhar. Com muito esforço mantinha a voz até o final da semana, mas na sexta-feira mal conseguia dar aula”, lembra a educadora, que fez cinco meses de tratamento.

Segundo Rayne Moreira, rouquidão e falha na voz são sinais da disfonia. Ela explicou que nas oficinas ofertadas pela Seduc são apresentadas técnicas que abrangem aquecimento, reaquecimento e desaquecimento vocal, além dos cuidados com a voz.

Próximas datas – Os próximos municípios a receberem as oficinas do Programa Voz que Ensina são: Maragogi, na próxima quinta-feira (05) e Palmeira dos Índios, no dia 12.

Manuella Nobre – Agência Alagoas


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