No Dia do Meio Ambiente, BPA resgata centenas de animais silvestres

Ação foi deflagrada em feiras livres do Tabuleiro dos Martins, Levada e Benedito Bentes e nas cidades de Maribondo e Arapiraca

Muitas dos animais resgatados pelo BPA  estão na lista das espécies ameaças de extinção, como o galo-de-campinaMuitas dos animais resgatados pelo BPA estão na lista das espécies ameaças de extinção, como o galo-de-campina.

No dia em que o mundo todo celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente – 5 de junho, o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), pertencente ao Comando de Policiamento do Interior (CPI) da Polícia Militar de Alagoas, conseguiu resgatar mais de 100 espécimes de pássaros e diversos répteis da fauna silvestre.

 

Em Maceió, a ação foi deflagrada em feiras livres dos bairros do Tabuleiro dos Martins, Levada e Benedito Bentes. No interior, ela ocorreu nas cidades de Maribondo e Arapiraca.

Dentre as espécimes resgatadas estão um jabuti, três iguanas, dois tejos e 182 aves, dentre elas, sete-cores, galo-de-campina, periquito-do-sertão, rolinha, fogo-apagou, guriatan, garibaldi, pinta-silva, papa-capim e extravagante. Muitas delas até ameaçadas de extinção, como é o caso do sete-cores, pinta-silva, galo-de-campina, entre outras.

Os responsáveis pelo crime ambiental fugiram ao perceber a aproximação da equipe policial. Eles se infiltraram entre os feirantes e saíram antes de serem alcançados e penalizados. O crime de comercialização ilegal está previsto no Art. 29 da Lei n° 9.605/98, com pena fixada em detenção de seis meses a um ano, além de multa.

Os animais foram encaminhados para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), onde passarão por uma triagem para, em seguida, serem reinseridos em seu habitat natural.

De acordo com o oficial de operações do Batalhão de Proteção Ambiental, subtenente Jorge Pedro, a população deve voltar sua atenção para a degradação ambiental e a preservação das espécies.

“É preciso que esses infratores se conscientizem que a comercialização ilegal põe em risco a diversidade das espécies. Isso incide diretamente sobre seus habitats e, também, na qualidade de vida das futuras gerações”, destacou o subtenente.

 Wanessa Neves – Agência Alagoas.


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