Juízas reforçam importância de haver mais mulheres na magistratura

O Tribunal de Justiça de Alagoas possui 161 magistrados, sendo 42 mulheres, o que representa pouco mais de 26%. Apesar do quantitativo ainda reduzido, esse número teve um incremento com a chegada de dez juízas, aprovadas no último concurso público do órgão.

Uma das novas magistradas de Alagoas é Lívia Mattos, que atua nas comarcas de Teotônio Vilela e Junqueiro. Ela tomou posse em abril do ano passado. “Ser juíza é de fato a realização de um sonho. Sempre foi um desejo, uma vontade que eu tive, e cada vez mais vejo o quanto esse trabalho é gratificante”, disse.

Para a juíza, o número de mulheres é reduzido não apenas na magistratura, mas em diversos segmentos da sociedade. “Mesmo com os avanços, ainda não se chegou a uma situação paritária entre homens e mulheres. A questão da representatividade feminina nos espaços públicos de poder é importante por trazer a esses ambientes uma diversidade maior”, ressaltou.

Na opinião da juíza Nathallye Alcântara, empossada em janeiro deste ano e que atuará, ainda neste mês, em Major Izidoro, essa heterogeneidade é extremamente salutar. “Compartilhar experiências entre magistrados e magistradas é essencial na busca pela melhor prestação jurisdicional”, afirmou a juíza, que pensava em exercer a profissão desde criança. “É um sonho que acalento desde a infância”.

A juíza Renata Malafaia, empossada em abril de 2017, desempenha suas atividades em Girau do Ponciano e Igreja Nova. Segundo ela, o número reduzido de mulheres na magistratura pode ser atribuído à dificuldade que muitas ainda encontram em conciliar a vida familiar (mãe e esposa) com o trabalho como magistrada, principalmente quando estão lotadas em comarcas no interior.

“A presença feminina na magistratura é importante, pois é natural que a mulher perceba o processo e as situações que são levadas diariamente ao Judiciário de forma diferente dos homens, com um outro olhar. Isso não significa que é melhor nem pior, mas sim diferente, e o olhar sob diferente prisma é sempre importante para uma melhor prestação jurisdicional e para o avanço da própria ciência jurídica”, destacou Renata Malafaia, que nem sempre quis atuar na magistratura. “Fui delegada de polícia no Distrito Federal por 11 anos antes de tomar posse como juíza em Alagoas”, contou.

Servidoras

Em relação ao número de servidores a situação é mais igualitária. De acordo com a Diretoria de Gestão de Pessoas (DAGP) do Tribunal de Justiça, trabalham atualmente no Judiciário de Alagoas 2.501 pessoas, sendo 1.259 homens (50,34%) e 1.242 mulheres (49,66%). Na própria DAGP, as mulheres são maioria. Outro setor com forte presença feminina é o Departamento de Saúde e Qualidade de Vida, com 27 mulheres. A maior proporção, no entanto, é no gabinete da desembargadora Elisabeth Carvalho, formado em sua totalidade por mulheres.

Ascom – 08/03/2018

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