Investigado por corrupção, Aécio Neves diz que governo achou que estava acima da lei e da ordem

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Investigado após ser citado na delação premiada do doleiro Alberto Yousseff à Lava Jato, o senador Aécio Neves (PSDB) afirmou que “o governo achou que estava acima da lei e da ordem”. O parlamentar ainda afirmou que, durante as eleições de 2014, quando foi derrotado pela presidente Dilma Rousseff, “alertou a senhora presidente da república para as pedaladas fiscais”. Aécio vai votar pelo impeachment da presidente.

Aécio é alvo de investigação relacionada ao caso de Furnas por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. De acordo com o doleiro Alberto Youssef, o senador teria recebido propina da empresa Bauruense, contratada por Furnas, por meio de sua irmã. Por conta dos depoimentos de Youssef e do ex-senador Delcídio do Amaral, cassado por quebra de decoro, procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao STF que abrisse inquérito para investigálo.

— O desequilíbrio das finanças públicas gera instabilidade no país, que faz com que os investimentos deixem de vir e o desemprego passe a florescer. Essa é uma marca dos governos populistas. Sempre agem com irresponsabilidade fiscal. E, quando fracassam, usam o velho discurso da divisão entre nós e eles — disse o senador.

A suspeita da Procuradoria Geral da República da contra Aécio é de que o senador cometeu corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em sua delação, Youssef contou que ouviu de José Janene a informação de que o PSDB, por meio de Aécio, dividia uma diretoria de Furnas com o PP. Yousseff também teria ouvido que o tucano recebia valores mensais, por meio da irmã, por uma das empresas contratadas por Furnas, a Bauruense, entre 1994 e 2001.

O trecho da delação em que Yousseff cita Aécio tinha sido arquivado no ano passado, mas Janot pediu o desarquivamento depois que Delcídio confirmou as suspeitas em delação premiada. Segundo o procurador-geral, os novos depoimentos trouxeram “novos elementos que indicam, com maior robustez, suposta prática dos crimes anteriormente descritos contra o senador Aécio Neves da Cunha, os quais seriam justificadores do aprofundamento das investigações”.

Ao todo, Aécio, que foi candidato à presidente e foi derrotado por Dilma Rousseff, foi citado quatro vezes por delatores na Lava Jato. Mais cedo, o parlamentar foi chamado de “coveiro da democracia” pela senadora Fátima Bezerra (PT/RN).

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