Depoimento de réus na Taturana é suspenso pelo Tribunal de Justiça

Audiência não faz parte do processo em que já houve condenações de réus. Seriam ouvidos deputados, ex-deputados e conselheiro afastado do TCE.

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Foi suspenso o depoimento dos acusados em um dos processos da operação Taturana que estava previsto para acontecer no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), nesta quarta-feira (16). Devido à ausência justificada de algumas testemunhas, os juízes decidiram não ouvir os réus agora e devem marcar uma nova data.

A Operação Taturana foi desencadeada em 2007 e tinha como alvo deputados estaduais suspeitos de desvios de mais de R$ 300 milhões da Assembleia Legislativa. Segundo o TJ, a audiêndia desta manhã não faz parte do processo em que já houve condenação dos réus por participação no esquema.

Os depoimentos que aconteceriam hoje também são resultado da operação Taturana, mas este processo específico ainda não chegou na fase de julgamento. O TJ não informou qual a acusação porque ele está sob segredo de Justiça.

O Ministério Publico Estadual informou que essa é a ação principal da operação, ajuizada em junho de 2008. Para os depoimentos, foram convocadas 27 testemunhas de acusação e onze de defesa.

Embora algumas testemunhas não tenham comparecido à audiência, o TJ comunicou que as testemunhas que compareceram serão ouvidas.

O adiamento dos depoimentos vale apenas para os réus, os deputados Antônio Albuquerque, Edval Gaia e os ex-deputados Nelito Gomes de Barros, Maurício Tavares, Cícero Ferro e o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Cícero Amelio.

Operação
Segundo as investigações, os acusados na Taturana contraíram empréstimos pessoais fraudulentos junto ao Banco Rural S/A, que eram pagos com cheques da ALE.

Foram condenados por participação no esquema João Beltrão, Maria José Viana, Cícero Amélio, Paulo Fernando dos Santos (o Paulão), Manoel Gomes de Barros Filho (o Nelito Gomes), José Adalberto Cavalcante Silva, Arthur Lira, Celso Luiz Tenório Brandão e Cícero Almeida, além do banco Rural S/A, e todos eles recorreram.

O julgamento do recurso ingressado pelos condenados foi adiado três vezes. Na primeira vez que foi pautado, o desembargador Celyrio Adamastor estava doente. Em 22 de setembro foi adiado porque o desembargador Fernando Tourinho fez pedido de vistas do processo.

No dia 3 de novembro, Pleno chegou a retomar a sessão do julgamento, mas ela foi suspensa por divergências no processo. A previsão é que seja retomada no dia 28 deste mês.

g1

16/11/2016

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