País tem mais de quatro mil vagas em concursos, estágios e carteira assinada; veja quando vale a pena mudar de cidade

Um levantamento feito pelo EXTRA selecionou 4.728 vagas abertas em concursos públicos, estágios e empregos de carteira assinada em diversas cidades e estados do país. Há oportunidades para todos os níveis de escolaridade e perfis de candidatos. Mas para quem deseja tentar uma chance longe de casa, é preciso tomar alguns cuidados, segundo recrutadores.

Wilma Dal Col, diretora do ManpowerGroup, afirma que antes de aceitar um emprego em outra cidade ou estado, o trabalhador deve avaliar se o salário oferecido irá compensar os custos que uma mudança envolve, como montar uma nova casa e até mesmo o deslocamento para o estado de origem nos fins de semana, se for o caso.

— Quando se fala em mudança de estado ou cidade, é importante que a pessoa avalie o que está buscando com essa posição. Se o profissional for movido apenas pela oportunidade, sem avaliar os custos envolvidos, pode dar um passo arrojado, mas que muitas vezes pode acabar gerando outro problema — alerta.

Já Marcia Costa, gerente da agência de RH Luandre, acredita que o mercado tem valorizado profissionais com experiências em outros estados e até mesmo países.

— É sempre um bom investimento na carreira, porque mostra engajamento, além de ser um profissional que sai da zona de conforto, conhece um novo mercado, novas culturas — avalia Márcia, que ressalta, porém, a importância de ter cautela nas decisões:

— É preciso analisar cada passo, porque é uma decisão que envolve a família, o estilo de vida. Mas para o currículo é muito positivo.

Currículo enxuto ajuda na seleção

Para Marcia Costa, gerente da Luandre no Rio, o primeiro passo para garantir a oportunidade de participar de uma seleção de emprego é elaborar um currículo simples, de preferência com apenas uma página, e focado nas experiências exigidas pela vaga. Documentos muito longos e pouco objetivos correm o risco de serem descartados.

— O currículo é o cartão de visita. O profissional deve procurar saber qual o perfil da vaga e ressaltar as experiências relacionadas, focando nas mais recentes e importantes. Também é bom mostrar quais foram os resultados em cada emprego — aconselha.

Enquanto o currículo irá mostrar ao recrutador as qualidades técnicas do candidato, na entrevista serão avaliadas as questões comportamentais. Por isso, Wilma Dal Col, do ManpowerGroup, afirma que é importante que o profissional demonstre confiança:

— Muitas vezes, o profissional que está há muito tempo desempregado acaba assumindo a posição de vítima, o que é ruim. Ele precisa assumir o papel de protagonista e mostrar à empresa o que tem a oferecer. A recomendação é simples: seja você mesmo.

Pesquisa do ManpowerGroup mostra que 34% dos empregadores tiveram dificuldades para preencher vagas no Brasil em 2018.

Segundo as empresas, 33% dos candidatos não têm as habilidades técnicas necessárias. Para 23%, falta experiência. Representante de vendas, motorista e profissões de ofício (eletricista, soldador) são as vagas mais difíceis de preencher.

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06/10/2019

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